Sábado vermelho e primeiro comitê antifascista
Deputado Prof. Josemar (PSOL) participa da tradicional “Festa de Aniversário de Marx”, da Editora Boitempo, e debate enfrentamento da extrema direita em seminário sobre as eleições no Espaço Movimento O sábado foi mais vermelho do que amarelo para o deputado estadual Prof. Josemar (PSOL): depois de, pela manhã, abrir a tradicional “Festa de Aniversário de […]
9 maio 2026, 17:09 Tempo de leitura: 2 minutos, 39 segundos
Deputado Prof. Josemar (PSOL) participa da tradicional “Festa de Aniversário de Marx”, da Editora Boitempo, e debate enfrentamento da extrema direita em seminário sobre as eleições no Espaço Movimento
O sábado foi mais vermelho do que amarelo para o deputado estadual Prof. Josemar (PSOL): depois de, pela manhã, abrir a tradicional “Festa de Aniversário de Marx”, promovida pela Editora Boitempo, no Armazém da Utopia, Zona Portuária do Rio, o deputado participou do lançamento do primeiro Comitê Antifascista do Centro do Rio, organizado pelo Espaço Movimento, centro político e cultural da Lapa, que comemorava um ano.
Na mesa sobre “O papel dos marxistas no Parlamento: um programa político para combater o fascismo”, em que debateu com a vereadora Maíra do MST (PT) e a historiadora Virgínia Fontes (UFF), e mediação do cientista político Theófilo Rodrigues (IUPERJ/UCAM), o deputado lembrou que é fundamental entender o parlamento como um espaço tático, onde a luta deve ser permanente: “É um espaço de contradição, onde vamos a ascensão dos neofascistas, a extensão das grandes corporações da burguesia, por isso é preciso não cair na ilusão de que eles surgiram do nada, eles são a expressão de um tempo histórico”.
À tarde, Professor Josemar participou do seminário de criação do programa de enfrentamento da extrema-direita nas eleições deste ano no estado, como parte das comemorações do primeiro aniversário do Espaço Movimento, centro político e cultural localizado na Lapa. Na ocasião, foi criado o primeiro Comitê Antifascista do Centro do Rio, ideia lançada por Prof. Josemar em evento na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no final de abril, unto a parlamentares como os deputados federais Glauber Braga (RJ) e Fernanda Melchionna (RS).

“Falar do Estado do Rio de Janeiro é falar de contradição: temos várias universidades públicas, como resultado da fusão de dois estados e do passado como capital do Brasil, mas a população não tem acesso a esses equipamentos. Essa contradição gera violência, simbólica e física. Os pobres não podem frequentar todos os lugares. O Porto Maravilha, o que é, senão expulsar os pobres do Centro?”, questionou o deputado, no seminário. Participaram do debate lideranças comunitárias como Maria dos Camelôs, Maria Fernanda, do bloco carnavalesco-ambientalista “Fogo no Cu, não no planeta”, e o ator e podcaster Cadu Libonati.

“A construção de comitês antifascistas foi uma deliberação da I Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos povos, realizada em Porto Alegre este ano. O nosso objetivo é criar um espaço de diálogo, de ação e de conscientização sobre o perigo que representa o avanço da extrema direita e do neofascismo. O fascismo é um projeto de destruição da humanidade, oprime grupos étnicos e maiorias sociais, não respeita o meio ambiente e nem a soberania dos povos. A saída deles é a guerra e o belicismo, sempre visando aumentar a exploração sobre o povo pobre e trabalhador”, afirma Professor Josemar.