Prof. Josemar vota contra soltura de Bacellar e denuncia avanço da influência do crime organizado na política do Rio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, nesta segunda-feira (8), pela revogação da prisão do deputado Rodrigo Bacellar. O parlamentar havia sido detido por suspeita de repassar informações sigilosas ao deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho. A sessão reuniu 65 deputados: foram 42 votos favoráveis à soltura, 21 contrários e 2 abstenções.

8 dez 2025, 10:40 Tempo de leitura: 1 minuto, 47 segundos
Prof. Josemar vota contra soltura de Bacellar e denuncia avanço da influência do crime organizado na política do Rio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, nesta segunda-feira (8), pela revogação da prisão do deputado Rodrigo Bacellar. O parlamentar havia sido detido por suspeita de repassar informações sigilosas ao deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho. A sessão reuniu 65 deputados: foram 42 votos favoráveis à soltura, 21 contrários e 2 abstenções.

O deputado estadual Professor Josemar (PSOL) votou contra a soltura, defendendo a manutenção da prisão cautelar para garantir o avanço das investigações e evitar interferências políticas. Segundo ele, os indícios que pesam sobre Bacellar são “gravíssimos” e apontam possível tentativa de obstrução da Justiça.

Durante seu pronunciamento em plenário, Josemar destacou que o caso revela uma relação estrutural entre setores da política fluminense e o crime organizado. Ele apontou a responsabilidade direta do governo Cláudio Castro na articulação que permitiu a entrada de TH Joias na Casa Legislativa.

O deputado lembrou que TH Joias era suplente, com apenas 15 mil votos, e que sua posse só ocorreu após movimentações políticas do governo estadual.

“É inaceitável que o governo Cláudio Castro, que vende uma política de segurança pública ineficaz enquanto se apresenta como combatente do crime, tenha manobrado para dar posse a um suplente que representa uma facção criminosa. O crime organizado não pode fazer parte da política, e devem ser punidos aqueles que colaboram com ele”, afirmou.

Josemar reforçou que sua posição reflete o compromisso com a transparência e a integridade das instituições públicas:

“Votei NÃO à revogação da prisão de Rodrigo Bacellar. Diante dos graves indícios de tentativa de obstrução da Justiça, a manutenção da prisão era necessária para garantir a celeridade das investigações, sem qualquer interferência política. Não podemos naturalizar as relações entre política e crime organizado.”

Com a decisão do plenário, Rodrigo Bacellar deixa a prisão, mas o caso segue em análise pelas autoridades responsáveis.