Por que Douglas Ruas é um risco para o Rio
Crítica ao modelo de gestão em São Gonçalo e alerta sobre possível candidatura de Douglas Ruas ao governo do RJ e seus impactos nos serviços públicos.
2 mar 2026, 19:54 Tempo de leitura: 2 minutos, 8 segundos
O Modelo SG mostra por que Douglas Ruas é risco para o Rio de Janeiro. Como gonçalense nascido e criado, conheço cada palmo da cidade. A experiência com a realidade de São Gonçalo reforça minha preocupação com sua candidatura ao governo do Estado do RJ. Não é apenas divergência partidária. É um alerta sobre a exportação de um modelo de gestão que enfraquece serviços públicos e direitos dos trabalhadores.
Em São Gonçalo, fomos testemunhas e vozes resistentes contra o desmonte da educação pública. Enquanto vereador, denunciei incansavelmente a destruição do Plano de Carreira dos profissionais do magistério. A atual gestão Ruas promoveu um retrocesso sem precedentes. Professores com mestrado ou doutorado precisam esperar aposentadorias para conseguir o enquadramento salarial.
É esse absurdo que Douglas Ruas representa: uma política que pune quem estuda e quem ensina, tratando a educação como custo, e não como investimento social.
A política de saúde que a família Ruas impõe à cidade não valoriza quem está na ponta. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), fundamentais para a prevenção e o cuidado básico, seguem desvalorizados e sem o devido reconhecimento.
Da mesma forma, não existe um projeto claro para o meio ambiente ou contra a intolerância religiosa. Ambos são temas urgentes para o Rio de Janeiro. Assim, a gestão atual se preocupa com o marketing, enquanto a realidade nos territórios é de abandono.
Contudo, no transporte a situação também é péssima, enquanto cidades vizinhas avançam com a Tarifa Zero, democratizando o direito à cidade, São Gonçalo mantém uma das passagens mais caras por quilômetro rodado no Leste Metropolitano. É um modelo de transporte que serve aos interesses do capital, e não ao trabalhador que gasta horas e uma fatia enorme do seu salário em deslocamentos precários.
Assim, a ascensão de Douglas Ruas não é apenas a continuidade de um sobrenome; é a tentativa de impor ao estado um projeto que prioriza o ajuste fiscal sobre o social e o marketing sobre o bem-estar da população.
Em suma, nós, do PSOL, seguiremos firmes no enfrentamento a essa candidatura. Precisamos de uma política que afirme os direitos, que valorize o servidor e que entenda a complexidade de nosso povo.
Diante disso, estaremos nas ruas e nas urnas para mostrar a verdade e impedir que o modelo de desmonte chegue ao Palácio Guanabara.