Eu criei a Lei Vini Jr. no Rio. Agora o Brasil precisa adotá-la.
Lei Vini Jr., criada por Professor Josemar no RJ, pode se tornar lei nacional no combate ao racismo Após novo caso de racismo, cresce pressão para federalizar protocolo antirracista aprovado no Rio de Janeiro Mais um caso de racismo. Mais uma cena de humilhação pública.Mais uma tentativa de naturalizar o que deveria indignar toda a […]
26 fev 2026, 14:49 Tempo de leitura: 1 minuto, 43 segundosLei Vini Jr., criada por Professor Josemar no RJ, pode se tornar lei nacional no combate ao racismo
Após novo caso de racismo, cresce pressão para federalizar protocolo antirracista aprovado no Rio de Janeiro
Mais um caso de racismo. Mais uma cena de humilhação pública.
Mais uma tentativa de naturalizar o que deveria indignar toda a sociedade.
O Brasil não pode continuar reagindo ao racismo apenas com notas de repúdio. Foi por isso que eu decidi transformar a indignação em lei.
Quando apresentei e construí a Lei Vini Jr. no Rio de Janeiro, meu objetivo era claro: criar um protocolo concreto de enfrentamento ao racismo nos estádios e arenas esportivas. Não bastava reconhecer o problema. Era preciso estabelecer um procedimento.
A lei estabelece medidas concretas: interrupção da partida em caso de denúncia, apuração imediata, acolhimento à vítima e responsabilização. Não é discurso. É ação. E ação é o que combate o racismo.
Nos últimos dias, diante de um novo episódio de racismo sofrido por Vini Jr. contra o Benfica, pela Liga dos Campeões, a deputada Sâmia e outros parlamentares defenderam que o protocolo aprovado no Rio seja nacionalizado com urgência. Fico honrado em ver uma iniciativa construída aqui se transformar em referência para todo o país.
Essa lei é sobre cada criança negra que cresce ouvindo ofensas. É sobre cada trabalhador humilhado. É sobre cada jovem que entra num espaço e é tratado como suspeito.
O racismo não é um acidente.
Ele é estrutural. E só será enfrentado com novas estruturas e penalizações.
Não podemos tratar cada novo caso como surpresa. Precisamos tratar como urgência e por isso se faz ainda mais necessário a nacionalização das Lei.
Seguirei pressionando para que o protocolo se torne nacional.
Seguirei defendendo que racismo não seja relativizado.
Seguirei usando o mandato como escudo do povo.
Porque enfrentar o racismo não é uma pauta identitária.
É um compromisso civilizatório.
E eu não recuo diante disso.